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domingo, 17 de julho de 2011

A vida me traz sujeitos e esquece os predicados

Não finda meus pretéritos, congela meu futuro, me deixa em eterno e cansativo gerúndio. Fico incompleta, indefinida.
- Pára de reclamar, a vida é generosa com você!

Ouço minha consciência tentando pesar sobre meus sonhos e lhe digo que não. Digo que quero a dança final, o salto, a chegada, o beijo roubado, centrado, ousado, irresistível demais pra se conseguir escapar. Eu, sonhadora, quero o pra sempre de um abraço bom, aquelas coisas doidas boas de escutar, o sentimento urgente e bonito de viver, quero a surpresa, a falta de ar, o segredo, a coragem e quero que minhas mensagem chegue até você. Falo de uma paisagem nova, pra se admirar a dois,dois inteiros e não um e meio. Falo de companhia pra um fim de tarde lilás, colo, afago, vento e rede de infinitas madrugadas perdidas no verão. 
Eu tô pedindo muito?
Eu não preciso de nomenclaturas padrão pra qualquer espécie de paixão que ela pudesse me oferecer, bastaria-me a sensação de paz, de encontro, de segurança e retorno. Mas a vida brinca e me deixa no meio da roda, a vida debocha do meu querer. Ela deve considerar que reclamo de barriga cheia e esquece que meus verbos principais são querer, sonhar, sentir. Ignora que meus advérbios são sempre de intensidade. Melhor ainda, quando resolve mostrar serviço, a vida me vem boa, e sim, generosa. 
Me dá liberdade de escolha, me traz possibilidades, expectativas, frio na barriga, me abre um leque de tentadoras e, no entanto, vazias opções. Ela não fica pra acompanhar o processo que iniciou, mira os alvos, erra a pontaria, peca pela desconcentração, me deixa ao léu e desconfio que ainda ri de mim por trás dos panos. Perfeição? Não, eu quero o que me cabe, eu quero a felicidade que sim, ela é capaz de me dar. 
Não queria trilhas, não queria roteiros, abdicava até das certezas que tanto e sempre busquei. 
No fundo, sinto que só precisava de um cenário sonhado nesta vida real: um lápis, um bloco, outonos intermináveis, pôr do sol e um coração pra chamar de meu.
Ahh vidaaa...você bem que poderia parar de se fazer de desentendida e me mandar o que eu realmente preciso, sabe? Que tal artigos definidos?"O" amor, em vez de "uns"...eu te agradeceria.”



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